ITAPUKUS (MENIRES) E ITAPUKUTUBAS (CROMELEQUES) DO BRASIL
ITAPUKU (do Tupinambá ITA = PEDRA + PUKU = COMPRIDA) é a nomenclatura brasileira para o Menir português, em que ITAPUKUTUBA é a coletividade do mesmo, sendo -TUBA = MUITOS.
Os Menires – Também denominados de perafita, são monumentos pré-históricos de e em pedra, cravado verticalmente no solo (ortóstato), às vezes de tamanho bem elevado, como um megálito. A palavra menir foi adotada por arqueólogos do século XIX através do idioma francês, baseada em vocábulos bretões, significando men = pedra e hir = longa (comparado ao Gaélico: maen hir = pedra longa). Em português também se denomina perafita, do latim "petra ficta" ("pedra fixa/fincada").
Já ITAPUKUTUBA ou CROMELEQUES (do anglicanismo CROMELCH) trata-se de um conjunto de diversos menires¹, que podem apresentar-se dispostos em um (ou vários) Círculos, Semi-Círculos, Elipses ou Retângulos, podendo apresentar-se, ainda, em estruturas mais complexas como o Cromeleque dos Almendres.
Em geral, trata-se de monumentos pré-históricos, estando associados ao culto aos astros e ao Deus pagão Pã, representando a natureza e seus ciclos sazonais (mais específicamente, solstícios e equinócios), em clara referência à épocas de plantio e colheita (quando não em rituais de fertilidade e fecundidae humana), sendo considerados um local de rituais religiosos e de encontro tribal.
Embora o termo apresente obsolescência no âmbito da Arqueologia atual, permanece em uso como expressão coloquial e, através de uma observação mais acurada, podem ser identificados presentes nas conurbações das capitais federativas do Brasil – na maioria das vezes, inserido próximo às regiões centrais e/ou de relevância histórica ou política para a localidade.
A grande maioria dos cromeleques existentes em Portugal encontra-se em encostas expostas a nascente-sul. Já no Brasil, posicionam-se invariàvelmente no sentido Leste-Oeste (no qual pode-se acompanhar com nitidez a navegação do sol em relação aos solstícios), sendo rara – mas não inexistente – sua posição em sentido Sul-Norte, através da qual é mais sutil e quase imperceptível a observação fenomenológica dos eventos naturais solares, sejam solstícios ou equinócios.
